Um arco-íris de embalagens

Todos os dias nós estamos às voltas com elas, as embalagens. Ao longo do século XX, os produtos industrializados sofreram um acentuado processo de “envolucramento”. O papel com barbante que embrulhava o pão da padaria à casa ficou para trás.

Hoje em dia, plásticos e mais plásticos, alumínios, papelão e uma infinidade de materiais servem como invólucro para os produtos. Às vezes, em um único pacote de biscoito, encontramos a embalagem externa, um suporte interno, e em alguns casos, um plástico envolvendo cada unidade separadamente.

Alguns especialistas apontam um fenômeno de sobre-empacotamento (overpackaging),  com a quantidade de embalagens desnecessárias. Mas se as normas de vigilância sanitária podem ser excessivas em muitos casos, existe ainda uma outra dimensão desse fenômeno: a publicidade.

A emergência do supermercado converge com a era em que os produtos devem trazer em si próprios as informações a seu respeito, dispensando o antigo dono da vendinha, que atrás do balcão pegava os produtos que os clientes desejavam comprar. As embalagens, competindo entre si, devem ser atrativas e, muitas vezes, apelativas e, em alguns casos, até mesmo mentirosas.

As artistas e designers austríacas Gerlinde Gruber e Christine Strempel com uma solução criativa descobriram um uso alternativo para esses pacotes que inundam as nossas casas diariamente. A partir de 1.700 embalagens de papelão de produtos de diversas marcas do mundo inteiro, elas formaram um grande painel de 8 x 4 metros, no qual as embalagens são organizadas a partir das cores e de suas gradações e relações.

O resultado é um exuberante arco-íris feito de objetos que provavelmente terminariam na lixeira.  O mural foi exibido pela primeira vez na feira Interpack 2014, em Düsseldorf, Alemanha.

Para saber mais do trabalho de Berlinde Gruber sobre “design de embalagens” (packaging design) clique aqui

Anúncios